quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Continuação de O Hospedeiro será coreana/singapuriana



Segundo o Korean Film Council, a continuação de O Hospedeiro - o filme coreano de monstro que foi bem falado no mundo todo - será feita em parceria com uma empresa de Singapura.

A Boku Films, de Kelvin Tong (dos muito bons The Maid e Rule Number One) vai investir US$ 5 milhões em O Hospedeiro 2.

Por enquanto não se sabe quem dirigirá o longa-metragem (Bong Joon-ho, do primeiro filme, não está no projeto). O roteiro é de Kang Full, autor de revistas em quadrinho. A história se passará em Seoul.

Filme de desastre natural coreano? Sim, há: Haeundae



Lembra do tsunami? Ele virou assunto para um longa-metragem coreano, no melhor estilo "escola de cinema Roland Emmerich": Haeundae.

O filme do diretor Je-gyun Yun (My Boss, My Hero) já está sendo exibido na Coreia e não tem previsão de estreia em outros países (mas deve se chamar Tsunami nos EUA).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Jonathan Ross explora o cinema do Japão, Hong Kong e Coreia

Alguns anos atrás a BBC fez uma série de três programas especiais, Asian Invasion, na qual o apresentador Jonathan Ross mostrava a riqueza dos cinema asiático, mas com foco em três locais: Hong Kong, Coreia e Japão.

É um bom começo para quem se interessa no assunto e - olha só! - os programas estão todos no YouTube. A parte um do primeiro deles, sobre o Japão, é esta:


(parte 2 / parte 3 / parte 4 / parte 5 / parte 6)

O segundo é a sobre Hong Kong:


(parte 2 / parte 3 / parte 4 / parte 5 / parte 6)

Para concluir, Coreia:


(parte 2 / parte 3 / parte 4 / parte 5 / parte 6)

sábado, 1 de agosto de 2009

Plastic City começa bem, mas se perde na favela



Quando Plastic City foi exibido em Cannes, as críticas apontaram os dedos para os lugares errados: o tigre branco na floresta tropical, a neve em São Paulo. Na verdade, tudo isso é compreensível dentro do universo do longa-metragem de Yu Lik-wai - mesmo porque esses fatos são explicados com ações ou justificados por cenas de fantasia.

Se a mistura China/Brasil já causou esses mal entendidos, o diretor vai ainda mais longe ao escalar o japonês Jô Odagiri como o protagonista Kirin - sendo que o país de Mao e o Japão são inimigos históricos e, curiosamente, são nivelados pelo preconceito do Brasil, onde todo mundo vira "japa".

De cara, as virtudes da história de Plastic City chamam a atenção: Anthony Wong (mestre do cinema de Hong Kong, de longe o melhor ator em cena) é Yuda, um chefão do contrabando de produtos falsos chineses em São Paulo. Anualmente ele tem de lidar com os políticos locais em ações antipirataria que nunca levam a nada (lembra alguma coisa? Todo fim de ano...). Só que o lado bom do trabalho fica por aí.

Como quase toda estreia de diretor, o filme de Lik-wai tem muitas deficiências. A dublagem do portugues de Kirin é tão irritante quanto sofrível (e, em alguns momentos, as partes em chinês também sofrem desse mal); alguns dos coadjuvantes brasileiros são atores abaixo da média; algumas cenas abusam da boa vontade do espectador (uma, em especial, mostra a revolta da população pobre contra a repreensão da polícia ao comércio de produtos piratas - e o que eles fazem? Uma espécie de performance que mistura le parkour a grafite); a personagem de Tainá Müller fica deslocada, quase sem propósito dentro da trama; e tudo desgringola mesmo quando o núcleo chinês vai parar na favela. Aí - mesmo levando a tal liberdade fantasiosa do filme em consideração - fica difícil levar a história a sério.

Existem dois cortes de Plastic City, um com duas horas e outro com 95 minutos. Este último já foi lançado em DVD na Ásia. Resta saber qual deles estreia no Brasil em 25 de agosto.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Nova cena de Thirst está na internet (veja!)



Uma cena de Thirst, o filme de vampiro do diretor Chan-Wook Park (Oldboy), está na internet. Nela o ator Song Kang-ho (O Hospedeiro) mostra a força e a habilidade dos sangue-sugas.



Antes o estúdio já havia liberado um teaser e um trailer. Thirst estreou em abril na Coréia e chega aos EUA em 31 de julho. O Brasil deve ver o longa nos cinemas a partir de 18 de setembro.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Vida de Bruce Lee deve virar série de filmes



Os irmãos de Bruce Lee autorizaram a produção de uma série de filmes sobre o lutador de kung fu. A responsável será a companhia chinesa J.A. Media, que ainda não anunciou quem interpretará Lee.

Sabe-se que esses longas devem ser focados mais na vida pessoal do astro - o mais famoso da China -, mas que também terão lutas. "Haverá kung fu", disse o produtor Manfred Wong. "Mas o mais importante é que queremos mostrar o verdadeiro Bruce Lee. Como ele era? Muito bem-humorado. Obediente aos pais. Muito gentil com a família."

Em 2008, devido aos Jogos Olímpicos da China, a rede de TV estatal CCTV fez uma série de 50 episódios que contava a vida do ator, The Legend of Bruce Lee. O YouTube tem várias cenas:

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Ainda não acredito que refilmaram meu longa em Hollywood", diz diretor de terror tailandês



Não é novidade já faz alguns anos: se você quer filmes de terror que sejam realmente assustadores, é mais fácil procurar no cinema de países asiáticos. Até Hollywood já percebeu isso, de O Chamado até a recente aquisição dos direitos de Death Note (um mangá que virou animê e, mais tarde, uma série de filmes no Japão) pela Warner.

Mas se o Japão e Hong Kong já foram explorados à exaustão pelos EUA, a Tailândia ainda está razoavelmente intacta. A cultura local ainda nos parece estranha e exótica, garantindo uns calafrios a mais. Recentemente os ianques até tentaram se apropriar desse mistério com o remake de Shutter – e não passou nem perto de conseguir o clima amedrontador do original.

Por trás das câmeras do Shutter original – lançado por aqui como Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado - estava Banjong Pisanthanakun, que dividiu a função (e também o roteiro) com o companheiro Parkpoom Wongpoom. Apesar de ter feito apenas dois longas-metragens (o segundo foi Alone, erroneamente lançado no Brasil como continuação de Shutter – e com o título Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho), Pisanthanakun já está entre os grandes do gênero terror.

Em 2008 ele participou de See Prang (ou 4Bia), que reúne quatro curtas de terror feitos por quatro diretores diferentes. O segmento dele, In the Middle, é uma comédia que tira barato dos filmes de fantasmas estilo O Sexto Sentido. Esse trabalho foi produzido pela GTH, empresa de cinema da qual Banjong Pisanthanakun é sócio. No momento ele está produzindo uma continuação para See Prang, desta vez com cinco diretores. Falei com o diretor por email:

O seu primeiro trabalho, Shutter, já foi um grande sucesso. O que vocês fez antes dele? Trabalhava com curtas-metragens?

Eu me formei em cinema na Universidade Chulalongkorn. Foi lá que comecei a fazer curtas. Depois disso trabalhei como diretor-assistente para uma produtora chamada Phenomena. Aí inscrevi um curta chamado Colorblind em uma competição e ganhei. Logo na sequência a Phenomena me deu a chance de fazer o Shutter.

Parece que a Tailândia começou a produzir muitos filmes de terror só a partir dos anos 90. É isso mesmo? Havia uma produção relevante do gênero antes disso?

Os filmes de terror tailandeses começaram a ser produzidos por volta dos anos 90, então já faz um tempinho que existe esse tipo de público por aqui. Com o passar dos anos a popularidade do gênero oscilou bastante. Acho que Vidas do Além (1999) foi o título mais conhecido nesse começo.

Shutter foi refilmado nos EUA e na Índia. Como é ver o seu filme re-imaginado por outras pessoas?

Acho muito interessante – mas ainda tenho dificuldade em acreditar que tenham feito uma versão do nosso trabalho com um elenco de Hollywood.

Quem são seus diretores favoritos de terror? Quem anda fazendo um trabalho interessante nessa área?


Gosto do Alejandro Amenábar, que fez Os Outros. Gosto de todos os filmes dele, mas especialmente do thriller Tesis – Morte ao Vivo.

Como os remakes, as continuações parecem ser parte inevitável do terror. Você pensa em fazer novas partes para Shutter ou Alone? Aliás, você sabia que eles foram lançados no Brasil como se fossem parte 1 e 2?

Sim, eu li na internet sobre Espíritos 1 e 2 serem os títulos no Brasil. Quanto a continuações de verdade, acho que os enredos ficaram bem amarrados ao final de cada longa. Então não penso em fazer continuações.