quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Caixa junta 32 filmes do diretor Johnnie To



Andando por Chinatown, em Nova York, dei de cara com essa caixinha de DVDs do diretor Johnnie To - um produto, digamos, de origem duvidosa. São 32 filmes de épocas variadas - tem The Barefooted Kid e também Election 2.



Vários longas estão com os nomes errados na caixa. Ainda não tive tempo de checar, mas parece que alguns deles nem são do To (o que costuma acontecer nessas compilações feitas no fundo de um quintal da China). E, como são só quatro discos, a qualidade da imagem é de mediana para baixo. Mas todos têm legendas em inglês.

Caso você esteja se perguntando o motivo da grafia "Johnny" na caixa, a explicação é simples: ao longo de sua carreira, To mudou sua assinatura várias vezes. Já foi To Kei Fung, Johnny To, Johnnie To Kei Fung e Johnnie To.



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Deserted House: assombrações em primeira pessoa na Coreia do Sul



Como bem lembrou o Twitch, Deserted House vai na onda "câmera na mão" de Atividade Paranormal e [REC]. Uma casa onde morreu uma penca de gente vai ser investigada por uma equipe, que grava tudo.

A direção é de Lee Cheol-ha (Story of Wine).

terça-feira, 6 de julho de 2010

São Paulo terá mostra de cinema indiano



Começa hoje, em São Paulo, uma mostra de cinema dedicada à produção indiana. Olha só:

"A Cinemateca Brasileira, com o apoio do Consulado Geral da Índia em São Paulo e da Academia Internacional de Cinema (AIC), promove a quarta edição da MOSTRA DE BOLLYWOOD E CINEMA INDIANO.

Iniciativa consolidada no calendário de programação da Cinemateca, conta com uma seleção imperdível de clássicos e produções recentes do cinema indiano. Com curadoria da cineasta Beatriz Seigner, diretora da primeira co-produção Brasil-Índia, Bollywood dream (2010), e do pesquisador do cinema indiano Ibirá Machado, a mostra é composta por 16 filmes, boa parte deles inéditos no Brasil. Pela primeira vez, os amantes do cinema indiano poderão assistir à maioria dos títulos em cópias 35mm trazidas especialmente para o Brasil pelo Consulado Geral da Índia.

Reunindo nomes consagrados da cinematografia indiana como Satyajit Ray, Mani Ratnam, Santosh Sivan, Shyam Benegal, Raj Kapoor, Rajaram Vankudre Shantaram, entre outros, a curadoria dedica especial atenção às produções que tratam de conflitos históricos ligados à formação da identidade da nação indiana. Dentro deste recorte, a mostra contempla clássicos como Garm hava (1973), de M.S. Sathyu, um dos únicos filmes indianos a tratar do impacto da divisão do país, em 1947, sobre a comunidade muçulmana. Garm hava foi indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1974. Mirch masala (1985), de Ketan Mehta, se passa na Índia sob o domínio britânico, e Dil Se.. (1998) é a última parte da trilogia do diretor Mani Ratnam dedicada ao terrorismo. Fechando este recorte, a mostra exibe novamente Theeviravaathi: The terrorist (1999), premiado filme de Santosh Sivan, comprado e distribuído nos Estados Unidos pelo ator John Malkovich.

Entre muitas atrações, merecem destaque especial clássicos como Awaara (1951), de Raj Kapoor, cineasta batizado por historiadores e fãs como o 'Chaplin do cinema indiano'; A canção da estrada (1955), obra-prima de estreia do diretor Satyajit Ray, filme que deu origem à famosa Trilogia de Apu, premiado no Festival de Cannes de 1956; Do Ankhen Barah Haath (1957), de Rajaram Vankudre Shantaram, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim de 1958. Há também títulos raros como Ghare-Baire, também de Satyajit Ray, indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1984; Ankur (1974), de Shyam Benegal, considerado pela crítica um dos representantes do Paralellal Cinema, movimento de vanguarda conhecido como a Nouvelle Vague Indiana.

A IV MOSTRA DE BOLLYWOOD E CINEMA INDIANO também inclui uma série de produções dos anos 2000, como Zubeidaa (2001), de Shyam Benegal, Hum tumhare hain sanam (2002), de K.S. Adiyaman, e Baghban (2003), de Ravi Chopra."


SERVIÇO:
CINEMATECA BRASILEIRA. Largo Senador Raul Cardoso, 207 (próxima ao Metrô Vila Mariana). Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215). Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada). Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha. Programação completa aqui.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Infância de Barack Obama vira filme na Indonésia

A CNN explica tudo sobre o filme Obama Anak Menteng, que mostra a infância de Barack Obama na Indonésia:



Obama Anak Menteng é parte ficção, parte realidade e não discute assuntos políticos. O garoto norte-americano Hasan Faruq interpreta o presidente dos EUA.

Na Indonésia, o filme foi exibido na quarta-feira passada.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Documentário explora a obsessão dos japoneses com insetos



O documentário Beetle Queen Conquers Tokyo teve uma exibição limitada recentemente nos EUA, além de ter rodado os festivais de cinema (passou inclusive pelo South by Southwest, no ano passado). O filme explora as relações dos japoneses com os insetos, o que leva a coisas como o Japanese Bug Fights.



E você aí, achando que era todo especial por ter um labrador!

"Beetle Queen Conquers Tokyo funciona como uma turnê virtual de acts like a 360°", explica a diretora Jessica Oreck, que trabalha no Museu de História Natural de Nova York, no site oficial do longa. "O filme gira em torno do amor do Japão pelos insetos, e, nesse processo de captura dos diferentes ângulos dessa microcultura ele vislumbra algo muito maior." O que ela quer dizer é que, por meio dessa obsessão mostrada no documentário, você consegue entender melhor alguns aspectos da cultura e filosofia do Japão.

Veja o trailer com uma qualidade melhor aqui.

CCBB promove mostra com todos os filmes de Yasujiro Ozu



Uma ótima notícia para os fãs de cinema japonês: o Centro Cultural Banco do Brasil vai promover uma mostra completíssima dos filmes de Yasujiro Ozu. Olha só:

EMOÇÃO E POESIA: O CINEMA DE YASUJIRO OZU - retrospectiva completa de um dos maiores diretores da história do cinema. CCBB São Paulo - 30 de junho a 25 de julho. CCBB Rio de Janeiro – 27 de julho a 22 de agosto.

Pela primeira vez na América Latina, uma retrospectiva completa do cineasta Yasujiro Ozu, com projeções em película. A mostra Emoção e Poesia: o Cinema de Yasujiro Ozu, realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em parceria com a Fundação Japão no Brasil, exibirá todos os 35 filmes do diretor japonês disponíveis hoje, alguns inéditos – 32 longas, 2 curtas e um média metragem - com todas as suas fases criativas, desde os primeiros filmes mudos até os últimos trabalhos.


E não é só isso: o evento terá outros atrativos.

Serão realizados um debate com Carlos Augusto Calil, em São Paulo, e uma masterclass com o Prof. João Luiz Vieira, no Rio; além de apresentações de Benshi – filme mudo com narração da especialista Angela Nagai, acompanhada por músicos que tocamokoto e shamisen, instrumentos tradicionais japoneses, nas duas cidades. A curadoria da mostra é de Arndt Roskens e Tatiana Leite. A mostra também apresenta quatro filmes de importantes diretores que homenageiam o mestre Ozu: Tokyo-Ga, de Wim Wenders, Cinco Dedicados a Ozu, de Abbas Kiarostami, 35 Doses De Rum, de Claire Denis, e Hanami – Cerejeiras em Flor, de Doris Dörrie.


Segundo o release da mostra, "poucos filmes do cineasta foram distribuidos no Brasil. Sem cópias disponíveis, algumas de suas obras eram tidas como perdidas até que, recentemente, os negativos foram recuperados no Japão, pela produtora Shochiku". Então, assim chegam ao cinema brasileiro pela primeira vez filmes como A Mulher e a Barba (1931), Onde Estão os Sonhos de Juventude (1932) e A Delinquente (1933).

Você pode ver a programação de Emoção e Poesia no site do CBBB: São Paulo, que começa amanhã (a do Rio de Janeiro ainda não está lá).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"Tudo é possível", diz especialista sobre a Coreia do Norte, primeiro adversário do Brasil na Copa



É provável que o britânico Daniel Gordon seja o maior especialista em futebol norte-coreano (se é que esse posto existe). Ele dirigiu, em 2002, o documentário The Game of Their Lives, sobre o lendário desempenho da seleção nacional da Coreia do Norte em 1966, que na Copa do Mundo derrotou a Itália e só foi eliminada por Portugal, nas quartas de final.

Com autorização do governo de Kim Jong-il, ele mostrou o que aconteceu com os jogadores daquele time (vários seguiram carreira no exército) e recriou a trajetória do time azarão que assustou os gigantes do futebol. Gordon ainda voltou ao país asiático para fazer outro filme, A State of Mind, sobre os jogos nacionais norte-coreanos (uma grande apresentação de ginástica relacionada pelo governo).

O britânico ainda teve permissão para acompanhar os treinos do 25 de Abril - o time do exército que, nesta Copa, mandou seis jogadores à seleção -, algo normalmente vetado aos jornalistas esportivos. Por e-mail, Daniel Gordon falou sobre o futebol norte-coreano, as chances do primeiro adversário do Brasil no campeonato e as negociações para a realização de The Game of Their Lives.

Como surgiu a ideia para o documentário? Deve ser difícil já começar pensando: "É uma boa história, mas também teremos de lidar com um monte de questões políticas".

Sempre tive uma fascinação com esse time, desde quando meu pai me comprou uma VHS do filme oficial da Copa do Mundo de 1966. Eu era só uma criança, mas fui cativado pelo time e pelo o que eles conseguiram! Inicialmente, não sabia das questões políticas, eu queria fazer um filme puramente sobre futebol. Mas acabei com muito mais...

Você tinha algum contato com a cultura da Coreia do Norte antes disso?

Nada. Eu sabia os nomes de todos os jogadores que derrotaram a Itália, sabia quem marcou os gols de cada jogo - e em que minuto. Mas não fazia ideia de quem era Kim Il Sung [presidente eterno da Coreia do Norte, morto em 1994, mas que continua como líder simbólico do país, hoje comandado por seu filho, Kim Jong-il].

O quanto de burocracia vocês tiveram de enfrentar para poder entrar no país?

Não foi nem uma questão de burocracia, mas sim de idas e voltas para ganhar confiança. Eles precisavam ter certeza de que eu era exatamente quem eu dizia ser, e que o filme se manteria em um tom neutro. Isso envolveu muita persuasão, mas, quando eles concordaram, não poderia ter sido melhor.

Assim como na seleção que está nesta Copa, muitos dos que integravam aquele time de 1966 saíram do 25 de Abril, o time do exército. Você teve acesso ao time? Como você o compararia, por exemplo, a um time britânico?

Vi muitos dos treinos do 25 de Abril, em todos os níveis. O time principal é bom, consistente - mas não dá para compará-lo a um bom time da liga europeia, os padrões não são os mesmos. Ainda assim, eles têm a capacidade de jogar melhor em uma eliminatória, o que é um alerta aos oponentes deles na Copa do Mundo!

Você se sentiu pressionado para ser crítico em relação ao esquema "país isolado sem liberdade civil" da Coreia do Norte?

Nem um pouco. Eu estava lá para fazer um filme sobre o time de 1966. As imagens dizem tudo.

E a nova seleção? Ela tem alguma chance na Copa do Mundo?

Tudo é possível. Simplesmente não dá para saber - eles são desconhecidos e, na classificação, mostraram o que podem fazer sob pressão. Jogar contra gente como Brasil, Costa do Marfim e Portugal é uma missão gigantesca, mas uma vitória e um empate pode colocá-los na próxima fase - e eles certamente estão nesse nível.